A necessidade da internação
Na maioria dos casos de cuidadores familiares, as dúvidas e o sentimento de culpa invadem suas consciências, quando o paciente chega a um determinado estágio no qual tratá-lo em casa torna-se muito difícil. Muitas vezes,mesmo com pessoas prestadoras de serviço domiciliar, falta técnica e aparelhagem suficiente. Por outro lado,enquanto ainda guarda um resquício de memória,nos preocupamos em contratar especialistas seja em terapia ocupacional, fisioterapeutas, fonoaudiólogos,etc. com a intenção de retardar a piora do Mal de Alzheimer.
Assim é que,por mais amor que tenhamos ao nosso "vozinho" ou "vozinha", a casa onde reside, transforma-se em um verdadeiro hospital, com um movimento intenso, horários variados e a ocupação do espaço, que quase sempre é dividido com outros membros da família.
Hoje, podemos contar com clínicas especializadas em Geriatria, que cuidam dos males que afetam os idosos, inclusive do Mal de Alzheimer. Não se trata aqui, de colocar o paciente em abrigos ou asilos, mas sim, em instituições orientadas para este objetivo; o idoso terá alimentação adequada,tratamento médico apropriado e atividades voltadas para ele. Muitas vezes, realizando atividades e tratamento adequados o paciente recupera parte da sua memória, melhora seus movimentos e fica mais calmo.
Ali, intui que existem outras pessoas semelhantes a ele,interage, sente-se mais seguro.
Cada cuidador familiar deve analisar este momento, em que é preciso decidir o que é melhor não para si, mas, para o seu vovô ou "vozinha". Portanto, cuidador, não tenha dúvida, não seja egoísta, pensando que perto de você o paciente fica melhor; na maioria das vezes ele nem tem noção onde está e quem são ele e você. Pesquise, escolha o melhor local, mas, visite-o sempre, demonstre o seu carinho, converse com os médicos e auxiliares. Estará trabalhando sua culpa e poderá dedicar mais tempo a você mesmo.
Norma Quintella
05/08/2009