Iris Murdoch, um ícone da literatura - uma paciente de alzheimer

Iris Murdoch

"There is a surreal sense in which Alzheimer's has turned Iris herself into art. She is my Iris no longer, but a person in the public domain." -Alan Stewart, Amazon.co.uk (John Bailey)

“Existe um sentido surreal no qual a doença de Azheimer transformou Íris em arte. Ela não é mais a minha Íris, mas uma pessoa do domínio público” (palavras de John Bailey – marido de Íris).

Íris Murdoch, escritora irlandesa conhecida mundialmente, viveu de 1919 a 1999, dedicando 40 anos a escrever seus romances, impregnados de suas idéias revolucionárias. Quando escreveu sua última obra, já era portadora da doença, e até hoje seu livro é analisado pelos pesquisadores da DA.

Quem vê o filme, Íris, baseado no livro escrito por seu marido John Bailey, se pergunta: como é possível uma pessoa, com tanta vida interior contrair Alzheimer? Muito nos questionamos sobre as causas desta doença silenciosa que mina o cérebro do ser humano.

Que causas serão essas além das orgânicas?

O tipo de vida do paciente tem influência?

Que vivência seria essa, quando nos deparamos com uma paciente como Íris: uma pessoa alegre, que lutava pela liberdade e defendia o amor dos seres humanos.

Íris é retratada como uma jovem feliz, sem preconceitos, apaixonada por seus ideais, e, por seu marido. Nas paisagens bucólicas de Oxford, nelas se integra, com leveza, fazendo parte da natureza.

Veja o filme e dê sua opinião: A personalidade do paciente e o tipo de vida podem colaborar com a DA?

 

Norma Quintella

25/09/2007