Mais um pouco sobre o mal de alzheimer

Em todo mundo existem entre 17 e 25 milhões de portadores de Alzheimer, o que representa 70% do conjunto de doenças que afetam a população geriátrica. Atinge pessoas a partir dos 50 anos de idade, porém é mais comum depois dos 60.

Ainda não se descobriu a cura e também não há um exame específico para detectar o problema.
O Mal de Alzheimer deteriora algumas regiões do cérebro, que alteram o comportamento físico, mental, a linguagem, coordenação motora, entre outras coisas.

Essa doença prejudica a relação de socialização, leva ao esquecimento tanto de familiares, como de hábitos, lugares, etc

Além dos cuidados médicos o doente também precisa de muito carinho e atenção da família.

Segundo a geriatra Regina Quintanilha de Almeida Vasconcelos, que atua na área há 14 anos, o Mal de Alzheimer possui três fases: a fase inicial, a intermediária (que se divide em leve e grave) e a terminal.

Fase inicial: há somente alguns esquecimentos que não atrapalham a convivência. O doente ainda é independente.

Fase intermediária leve: Nessa fase ainda há uma certa independência, mas, outra pessoa precisa lembrar de algumas rotinas, como tomar banho, por exemplo. O doente começa a ficar dependente.

Fase intermediária grave: exige um cuidado intenso, porém o doente ainda pode ajudar em suas atividades. Nessa fase, há uma dificuldade maior de socialização e a perda de memória é mais intensa.

Fase terminal: Nesse momento, ele pode estar de cama, tem dificuldade em comunicar-se, alimentar-se, higienizar-se, entre outras. Muitos dos portadores não chegam a essa fase, pois morrem antes, devido a outras doenças, como diabetes, hipertensão, câncer, etc... O doente está completamente dependente de outra pessoa (familiar ou cuidador).

Não há prevenção para o Mal de Alzheimer, porém especialistas recomendam exercícios contínuos que ativem o cérebro. Fique atento a todos os sintomas da doença, pois se for detectada no início, medicamentos poderão minimizar alguns dos sintomas da doença e assim oferecer ao paciente uma melhor qualidade de vida.

Atualmente, os asilos públicos tratam de portadores do Mal de Alzheimer, porém quando o paciente chega a determinada fase que exige cuidado intensivo não há recursos para a continuidade. Por isso o Mal de Alzheimer é um problema de saúde pública com custos sociais a serem levados em conta.

Extraído do texto de Renato Romani (Clinico geral especialista em medicina do esporte)

Norma Quintella

28/07/2009